A jovem dinamarquesa
Anne Liv representa, perfeitamente, os valores de sua sociedade, como a
solidariedade, a confiança entre as pessoas e a igualdade.
Anne Liv era gêmea de
Anne Marie, que morreu, misteriosamente, após a mãe sofrer um aborto repentino.
A descoberta da bebê sobrevivente só ocorreu na 36º semana, quando a mãe entrou
em trabalho de parto. O nascimento dela representou o fim do luto para os pais,
que já tinham se mudado para o Brasil logo após a perda da primeira filha.
Aos 12 anos, Anne Liv
foi obrigada a acompanhar os pais, contra a sua vontade, no primeiro Ano Novo
deles na praia de Copacabana. No momento em que o pai se ausentou para comprar
bebidas e comidas para a família, Anne Liv e a mãe foram surpreendidas por um
jovem que tentou roubar a joia que a mãe carregava no pescoço - herança de
gerações passadas da família materna dinamarquesa.
Um policial aposentado
presenciou a cena e, rapidamente, tentou correr atrás do jovem a fim de
conseguir capturar de volta aquele objeto tão valioso para a família. Alguns
minutos após a correria, Anne Liv, a mãe e o policial alcançaram o rapaz.
Para surpresa de
todos, após ser detido, revelou-se que o rapaz possuía uma mochila cheia de
outros objetos de valor roubados naquela noite. Graças a selfies tiradas
momentos antes pelo celular de Anne Liv, a família conseguiu recuperar
exatamente a mesma joia.
A menina reconheceu
que a união em família no momento da foto contribuiu para solucionar o caso.
A família recuperou a
joia a tempo de apreciar juntos e ao vivo, pela primeira vez, a queima de fogos
na maior festa de passagem do ano do Brasil e do mundo.
Por fim, Anne Liv e a família superaram todo o trauma e a
confusão daquela noite e voltaram para casa mais unidos que antes. Já em casa,
a mãe decidiu vender a tradição da família.
Camila Azevedo
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