Felipe é um menino gentil, mas
muito ingênuo. Ele é meio avoado e sempre está no mundo da lua.
Enquanto Felipe está jogando no
computador, sua mãe pede para ele ir até a padaria perto de sua casa e comprar
um saco de pães. Mesmo relutante, ele obedece a
sua mãe. Mas, antes de sair, ela lhe dá um conselho: ir rápido, pois já está
escurecendo.
Ele quase se esquece de pegar o
dinheiro contado que sua mãe havia deixado em cima da mesa para comprar os
pães, mas ele se lembra na última hora.
Em sua jornada para a padaria, no
seu andar despercebido das coisas ao seu redor, ele se depara com uma figura
encapuzada. Ela chega perto de Felipe e grita para ele “passar todo dinheiro”,
com sua mão dentro do bolso do casaco preto, formando o que parecia ser uma
arma. O menino fica assustado, mas não hesita ao dizer.
..
..
“Oi Juninho! Eu sei que é você e
também sei que você não tem nada no seu bolso”. O encapuzado se espanta com tal
fala do garoto, mas logo o menino fala novamente: “Espera um pouco que vou ali
e compro um pão para você, acho que minha mãe não vai perceber”.
Felipe, ao voltar da padaria,
encontra Juninho na mesma posição e entrega-lhe o pão que prometera. Após o
homem agradecer, os dois partem em direções diferentes. Felipe logo volta para
casa, como sua mãe havia pedido.
Ao chegar em casa, Felipe entrega
os pães a sua mãe, mas ela, ao perceber que faltava um, pergunta: “filho, cadê
o outro pão?”. E Felipe responde que ela “não iria acreditar”, pois tinha
encontrado Juninho, o morador de rua que sempre costumam ajudar, e que o menino
tinha dado o pão para ele. Felipe omite a parte de o homem querer assaltá-lo,
para a mãe não se preocupar, pois não queria que eles parassem de amparar o
moço.
Com o sentimento de dever
cumprido, Felipe volta aos seus joguinhos de computador e se delicia com um
sanduíche feito com o pão que acabou de comprar.
Larissa Soledade
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