A cidade do Rio de Janeiro é mundialmente famosa por suas belezas naturais, principalmente as praias, que, sempre que há sol, são muito frequentadas pela população. Entre alguns jovens, um dia sentados na areia com os amigos pode ser um dos melhores lazeres. Matheus, um garoto inseguro e bem tímido, estava assim na praia de Ipanema com sua namorada, a Luiza. Eles esperavam alguns amigos chegarem, conversando muito e bebendo um refresco.
 Até que um jovem apareceu e se sentou ao lado deles, mas, como a praia estava cheia, não se importaram. Depois de alguns minutos, o Matheus foi dar um mergulho na água e então o desconhecido abordou a Luiza com uma arma que estava em sua cintura, mandando-a entregar a bolsa. Saindo da água, Matheus viu sua namorada assustada e apontando para o cara, que estava prestes a fugir e também os banhistas, que começaram a gritar que estava acontecendo um assalto. Matheus sabia que não podia fazer nada, visto que ele era um garoto simples, que não sabia lutar e nem tinha coragem para reagir a uma violência, mas olhou de novo para a Luiza e ela estava aos prantos. Lembrou-se de um conselho que seu avô falecido havia lhe dado: “Apesar do perigo, sempre defenda quem você ama”. Junto com esse pensamento veio uma força de vontade e, então, quando se deu conta, já estava correndo atrás do jovem. Quando o alcançou, puxou a bolsa da Luiza, mas o ladrão apontou-lhe a arma e, com muito medo, ficou paralisado.
Nessa situação toda, as pessoas, também com medo, gritavam por ajuda. Matheus, com os braços para cima, viu que ao seu lado havia uma cadeira de praia e, de alguma forma, naquele momento, ele sabia que era capaz de enfrentar o sujeito armado. Quando o bandido deu-lhe as costas e apontou a pistola aos banhistas para que eles ficassem quietos,  o garoto pegou a cadeira e acertou o braço dele, derrubando a arma e, em seguida, se jogou em cima do ladrão e, mesmo não tendo conhecimento sobre artes marciais, imobilizou-o até a policia chegar.
Com a situação resolvida, a Luiza ficou bastante feliz por não ter perdido sua bolsa, a população que estava na praia aplaudia o Matheus e ele, com muita vergonha e nervosismo por todo o ocorrido, só conseguia sorrir.
Logo depois, um homem que estava no meio da multidão na praia veio abordar o rapaz que havia sido o herói naquela situação, convidando-o para fazer parte de sua academia de jiu-jitsu, o que fez o Matheus repensar suas habilidades, visto que ele não gostava muito de briga.
No mesmo dia, ao chegar em casa, deitou na sua cama e desejou nunca ter saído da praia, em que ele era aplaudido. Sentiu que havia voltado a ser aquele garoto inseguro e tímido, mas também se questionando: não tinha mais justificativa para ser daquele jeito, tendo em vista que agora iria entrar em uma academia de luta e se sentiria mais confiante, mesma sensação que viveu na praia.

Gustavo Osorio

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