Clara era uma jovem muito
dedicada. Depois de estudar muito durante o Ensino Médio, ela foi aceita em uma
universidade federal e teve que se mudar sozinha para Niterói, para cursar
Publicidade, deixando toda sua família em Cabo Frio. Ela conseguiu um
apartamento a algumas ruas de distância do campus, uma caminhada de entre dez e
quinze minutos, e o divide com mais três estudantes.
Por ser uma aluna muito
aplicada, um de seus professores ofereceu-lhe um estágio dentro da
universidade, na Empresa Júnior. Ela aceitou com prontidão, mesmo sabendo que
seus horários seriam complicados – ela ficaria até tarde ali e teria que voltar
para casa andando sozinha e à noite.
Ainda na sua primeira
semana de estágio, Clara se viu amontoada em trabalho. Ela e outros colegas
ficaram enrolados com o planejamento da campanha de uma empresa, que
aparentemente era um dos maiores projetos que eles já haviam recebido em algum
tempo. Mesmo assim, a data de entrega estava próxima e eles não estavam nem na
metade da produção, o que fez com que ficassem até mais tarde que o normal na Empresa,
tentando adiantar algumas coisas para o dia seguinte.
Clara acabou saindo por
volta das onze da noite, horário em que as ruas já estavam desertas, por ser
dia de semana. Mesmo com um pouco de medo, Clara continuou andando até sua casa
em passos apressados. Porém, o que ela temia aconteceu: em menos de cinco
minutos de caminhada, uma moto começou a segui-la. Depois disso, tudo foi muito
rápido, um homem a abordou e a fez passar a bolsa para ele. Bastante acuada e
nervosa, Clara o fez, sendo deixada sozinha na calçada logo em seguida.
Como se fosse mágica, um
carro vinha logo atrás do assaltante. O carro era de Lucas, um de seus colegas
estagiários, que não sabia que Clara costumava caminhar até em casa. Ele a
chamou para dentro do carro e a ajudou a se acalmar enquanto a levava para a
delegacia mais próxima.
Lucas então a lembrou que
o celular dela, por ser um iPhone, era possível de ser rastreado através do
dele, com um aplicativo específico. Por sorte, o assaltante não havia tido
tempo para desligar o aparelho antes de Clara encontrar sua localização,
fazendo uma captura de tela que foi dada à polícia assim que chegaram à
delegacia. Por sorte, a captura de tela foi útil para que os investigadores
identificassem a localização do ladrão e resgatasse os pertences de Clara em
segurança, prendendo também o assaltante.
Após passado o susto e
resolvidas as burocracias na delegacia, Lucas deu uma carona para Clara até seu
apartamento, oferecendo-se para deixá-la em casa todos os dias após o estágio.
Millena Reis
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